quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Gato pode tomar dipirona, mas somente sob prescrição!

Medicar os gatos não é tarefa fácil para nenhum tutor. Imagina, então, se for a dipirona! Seu gosto ruim dificulta muito o processo. Mas será que gato pode tomar dipirona?

Gato deitado.

A dipirona é um antipirético, ou seja, ajuda a baixar a nossa temperatura quando estamos com febre. Também é um analgésico que utilizamos bastante, comprado sem receita, e o melhor: a um preço muito acessível. Então, por que não dar dipirona para gatos?

Se o gato está apresentando sintomas parecidos com os nossos quando tomamos a dipirona, é muito óbvio que, se ela funciona para nós, também funciona para ele. Mas gato pode tomar dipirona? Ela realmente funciona para felinos? Em qual dosagem e frequência de administração?

Saber responder essas perguntas é de extrema importância para não intoxicar o gato, que por conta de uma deficiência enzimática do fígado, é mais propenso a esse quadro. Por isso, só medique seu felino com medicamentos prescritos pelo veterinário, combinado?

Quando a dipirona é indicada para o gato?

Se você chegou até aqui, é porque tem dúvidas sobre esse medicamento. Então, vamos lá: gato pode tomar dipirona, é uma prática comum o veterinário prescrevê-la como analgésico e antipirético para a espécie e ela funciona como para nós.

Dose da dipirona para gatos

Antes de sair respondendo quantas gotas de dipirona pode dar para um gato, é preciso entender como se chega a essa resposta. Sua dosagem é calculada de acordo com o peso do animal e seu grau de hidratação, além da consideração da situação do fígado e rins do animal.

Por isso, batemos na tecla: só medique seu animal com prescrição, pois somente o médico-veterinário é capaz de avaliar os parâmetros citados acima. Se dermos uma dose baixa, não fará o efeito desejado. Se for alta demais, intoxica o animal. Ambos os casos resultam em sofrimento!

Então, não existe uma resposta pronta para a dose de dipirona para gatos, pois ela é individual e específica para cada gatinho. Não acredite em receitas milagrosas do vizinho que curou o animal com a dipirona. Além de colocar o pet em risco, ainda pode ter mascarado uma doença.

Meu veterinário prescreveu a dipirona, como dar para meu gato?

Voltemos ao ponto onde medicar gatos não é tarefa fácil. Podemos facilmente enganar muitos cães com o remédio escondido em um pedaço de carne ou petisco, mas com o gato isso não dá muito certo.

Gato deitado.

Provavelmente seu veterinário prescreveu a dipirona em gotas devido ao peso do gato. Esse tipo de apresentação do medicamento tem uma concentração que permite dar a dose certinha para o peludo. Siga o passo a passo:

  • coloque a quantidade de gotas prescrita em uma colher;
  • cuidadosamente adicione um pouco de água de forma que o conteúdo final não ultrapasse 1 ml;
  • puxe todo o conteúdo da colher com uma seringa que tenha bico (tipo luer slip);
  • peça ajuda para alguém ajudar a segurar o bichano (se ele não for muito dócil, enrole-o em uma toalha para ninguém se machucar);
  • com uma das mãos, segure a cabeça do gato, posicionando os dedos sobre a mandíbula dele, com firmeza, mas sem apertar;
  • com a outra mão segurando a seringa, coloque-a na lateral da boca do gato logo atrás do canino e pressione o êmbolo para esguichar o líquido.

O gatinho pode “babar” por vários minutos. Contudo, não se preocupe, é normal com essa medicação.

E se meu gato vomitar a dipirona, o que eu faço?

Alguns gatinhos podem vomitar logo após a administração da dipirona. Se isso acontecer, não dê o remédio novamente. Avise ao seu veterinário do ocorrido, ele irá decidir o que fazer. O gato pode tomar dipirona, mas não é para ficar vomitando.

Posso misturar a dipirona na ração úmida?

Essa é uma boa pergunta. Alguns gatinhos podem nem perceber que o remédio está lá, de tanto que adoram a ração úmida e a comem gulosamente. No entanto,  a grande maioria dos desconfiados irão rejeitar o alimento. Por isso a resposta não é fácil: você terá que tentar e ver a reação do peludo.

Não consigo medicar meu gato de jeito nenhum, e agora?

Converse com seu veterinário sobre as opções para medicar seu gatinho com segurança. De nada adianta saber que pode dar dipirona para gato se ele não aceita ser medicado.

Uma boa alternativa para administrar medicamentos para esses gatinhos mais difíceis é o remédio manipulado. Ele será feito de acordo com a prescrição do veterinário e personalizado para o gosto do pet.

É possível fazer o medicamento manipulado em diversas apresentações: biscoitinho, pó, pasta, cápsula e xaropes no sabor preferido dele. 

Errei a dose da dipirona, o que pode acontecer?

Caso você tenha dado a medicação a mais do que foi prescrito, o bichano pode se intoxicar. Fique atento para sinais como letargia, falta de apetite, sonolência excessiva, vômitos e queda da temperatura do corpo. Se notar esses sintomas, busque atendimento veterinário imediatamente.

Mas se você deu dose a menos, isso não é tão preocupante, pois o que vai acontecer é que a dipirona não terá o efeito desejado. Se você percebeu o erro logo após ter dado ao gato, pode dar o restante. Caso contrário, na próxima dose, preste mais atenção.

Gato deitado.

Agora você já sabe: gato pode tomar dipirona, mas sob prescrição veterinária! Ainda está com dúvidas? Aproveite para conhecer o Hospital Veterinário Seres, estamos à disposição para conversar com você e conhecer o bichano!

O post Gato pode tomar dipirona, mas somente sob prescrição! apareceu primeiro em Blog Seres.



segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Vamos descobrir se pode dar Buscopan para gatos?

Os gatos estão ganhando espaço dentro dos lares brasileiros e, em breve, a expectativa é que ultrapassem o número de cães. Os felinos têm suas particularidades, por isso, medicá-los exige muita cautela. Hoje falaremos sobre o Buscopan para gatos.

Gato deitado.

É sabido que os gatos têm maior propensão a desenvolver problemas urinários e apresentam os mesmos sintomas de cistite que os humanos. Como o Buscopan promove alívio rápido de tudo que essa doença provoca para nós, é claro que pensamos em fazer o mesmo pelo nosso peludo!

No entanto, pensando em rapidamente ajudar o animal, podemos, na verdade, prejudicá-lo. Seja por falta de orientação ou desconhecimento sobre os efeitos colaterais, é comum o tutor intoxicar seu pet. Sendo assim, vamos entender se pode dar Buscopan para gato.

Intoxicação medicamentosa

A intoxicação medicamentosa ocorre com frequência nos gatos. Ela pode ser causada pela ingestão acidental, quando o pet “rouba” o remédio de seu tutor, ou quando este cai no chão e o pet o ingere. No entanto, como o gato é muito seletivo com o que come, essa não é a causa mais comum.

Causa mais comum de intoxicação medicamentosa no gato

O que mais acontece é o tutor administrar medicamentos sem prescrição, comprados em farmácia e sem receita, extrapolando doses e indicações em doenças dos cachorros. Ao tratar os felinos como cachorros pequenos, porém, ele acaba dando Buscopan para gatos.

Entretanto, quando comparamos um cachorro e um gato intoxicados, este acaba tendo consequências muito mais graves, pois a biotransformação de substâncias na espécie é deficiente, e sua hemoglobina é mais sujeita a sofrer oxidação e morrer.

Biotransformação de substâncias nos gatos

A biotransformação deficiente na espécie ocorre por conta da baixa concentração de uma enzima, o que faz com que a concentração de algumas substâncias no corpo do animal permaneça alta por mais tempo, intoxicando-o.

A função da biotransformação é transformar as substâncias em outras, que podem ou não estar inativadas. Isso faz com que a eliminação delas ocorra pela urina e/ou pelas fezes. É por isso que o gato fica intoxicado mais facilmente do que o cachorro.

Origem do Buscopan

O Buscopan é um medicamento que tem como princípio ativo a escopolamina, também chamada de hioscina. Ela é naturalmente extraída das plantas da família Solanaceae, como a Atropa belladona e a Brugmansia suaveolens, que é a mais encontrada no Brasil.

Brugmansia suaveolens

Essa planta é conhecida como trombeteira por causa das flores em forma de trombeta, sendo usada como planta ornamental. A escopolamina é encontrada em toda a planta, mas tem maior concentração nas sementes. Muitos acidentes são relatados a partir de sua ingestão pelos gatos, seja pelo hábito de beberem a água do pratinho que fica embaixo do vaso dela, seja por brincarem com suas folhas e flores.

Quando essa ingestão acontece, o felino apresenta sintomas de toxicidade no sistema nervoso central, pois a escopolamina tem a capacidade de causar alucinações. Inclusive, a planta foi utilizada por muito tempo como alucinógeno.

Além disso, a substância altera os batimentos cardíacos, aumentando-os, assim como faz com a pressão arterial. Também provoca náuseas, vômitos, constipação, diminuição na produção da urina, aumento na ingestão de água, febre, alterações respiratórias e sensação de boca seca.

Gato deitado.

Buscopan para gatos

Você deve estar se perguntando se pode dar Buscopan para gatos, afinal. A resposta é não. Antigamente, o medicamento foi bastante utilizado na espécie por causa de sua predisposição a ter problemas urinários, que causa contração da uretra. Isso porque o Buscopan melhora esse sintoma.

No entanto, foi por causa desse uso que os médicos-veterinários perceberam a alta incidência dos efeitos deletérios do Buscopan para gatos. Então, a medicação foi desconsiderada como medicamento para a espécie. Todos os sintomas descritos acima são possíveis, mas a excitação é o mais comum.

Gato com dor para urinar

Os gatos, quando estão com problemas urinários, sentem dor como nós e demonstram isso de diversas formas: miando mais alto e prolongado quando vão até a caixa de areia, lambendo excessivamente sua genital e “errando” o local correto de urinar.

Além disso, o tutor pode notar a presença de sangue na urina e quantidade diminuída dela na caixa de areia, bem como falta de apetite, emagrecimento e vômito por dor. Então, o que fazer com o gato com dores no sistema urinário? O recomendado é levá-lo ao veterinário, pois o problema pode ter diversas causas, por isso, tratamentos diferentes de acordo com elas.

Uma vez que não existe uma dosagem de Buscopan para gatos que seja segura, esse medicamento não fará parte daqueles que serão prescritos para o animal pelo médico-veterinário.

Porém, o analgésico para gato certamente fará parte dessa lista, pois a permanência da dor causa aumento do cortisol, o que aumenta a predisposição do animal a infecções, dentre outros efeitos danosos.

Concluindo, o Buscopan para gatos não é mais recomendado. Procure um veterinário especialista em felinos para orientá-lo melhor sobre os medicamentos permitidos para a espécie. No Seres, você encontra esse profissional e uma equipe treinada para atender felinos. Venha nos conhecer!

O post Vamos descobrir se pode dar Buscopan para gatos? apareceu primeiro em Blog Seres.



sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Gato com ferida exposta: o que pode ser?

Gato com ferida exposta é um problema recorrente entre os tutores. Há diversos motivos que podem resultar em um machucado, sejam elas por traumas físicos, doenças genéticas ou contraídas de outros animais. Vamos compreender quais são as causas mais comuns desse problema.

Gato listrado deitado.

Quedas

Os felinos são conhecidos por serem animais habilidosos, capazes de escalar e saltar grandes alturas. Infelizmente, alguns podem “errar o cálculo” da altura ou distância e acabar caindo. A queda pode gerar torções, fraturas ou deixar o gato com ferida exposta caso ocorra esfoliação/machucado em alguma parte do corpo. 

Brigas 

É provável que seu bichano goste de passear na rua, especialmente durante a noite. Machos que não são castrados costumam brigar entre si, disputando a fêmea ou disputando território.

Devido a esse comportamento, é comum que os tutores encontrem machucados causados por arranhões e mordidas de outro animal. Se o gato permanecer alguns dias desaparecido e ferido, agravam-se os sintomas, e o tratamento será mais trabalhoso. Além disso, nas brigas podem adquirir doenças, como FIV e esporotricose.

Pulga

Pulgas estão entre os parasitas em  gatos mais encontrados. Elas se alimentam do sangue do animal, e estima-se que cada vez que uma pulga sobe no corpo do gato, ela confere pelo menos dez picadas. Esse intenso incômodo gera muita coceira, além de transmitir doenças. Ao se coçar, o animal pode se ferir.

Sarna

Diversos ácaros são responsáveis pela sarna em gatos. Alguns provocam queda de pelo, outros habitam os ouvidos, e outros, ainda, formam crostas na pele. Independentemente do agente causador, todas as sarnas são capazes de provocar feridas.

Esporotricose

A esporotricose é tida como uma das mais importantes micoses felinas. O gato a contrai quando é arranhado/mordido por um animal infectado ou quando tem uma ferida aberta e entra em contato com solo, plantas ou madeira contaminados. Essa doença também é transmitida ao humano. 

A forma cutânea da esporotricose atinge principalmente o nariz e membros, mas pode ocorrer em qualquer área do corpo. Forma lesões avermelhadas, ulceradas e sanguinolentas de difícil cicatrização.

Dermatofitose

Essa também é uma doença causada por fungo e transmitida aos humanos. O fungo se alimenta da pelagem do animal, deixando muitas falhas de pelo. Se não tratada a tempo, pode ocorrer contaminação por bactérias, piorando o quadro clínico da ferida. A transmissão é pelo contato com outro gato ou objeto contaminado.

Acne 

A acne felina se manifesta principalmente no queixo e no lábio inferior. Muitos tutores observam uma sujeira no queixo que não sai. Essa é uma desordem muito comum e afeta animais de qualquer idade, sendo mais comum nos adultos. 

A acne apresenta feridas superficiais na pele, como pontos pretos ou espinhas, que evoluem para um inchaço e inflamação por conta da secreção. Em animais com a pelagem escura, a visualização é mais difícil.

Alergias

As pulgas e certos tipos de alimentos são as principais causas de alergia em gatos. Em ambos os casos, o animal sente uma coceira intensa quando entra em contato com a saliva da pulga ou um componente do alimento. Ao se coçar, ele se fere e, consequentemente, necessita de um diagnóstico minucioso feito pelo médico-veterinário.

Gato listrado deitado.

Vírus

O vírus da imunodeficiência felina (FIV) e o da leucemia felina (FELV) são transmitidos entre os gatos através do contato próximo, mordedura, arranhadura ou relação sexual. São doenças graves que comprometem o sistema imunológico do animal.

Complicações

O odor e a secreção da ferida podem atrair moscas que depositam ovos dando origem a larvas. As larvas vão se desenvolver na musculatura do bichano dando origem às miíases (bicheiras).

Gato com ferida exposta que não é tratada imediatamente corre o risco de desenvolver infecções locais ou generalizadas, além de abscessos (coleção de pus embaixo da pele).

Tratamento

Os tratamentos variam. Podem ser simples, limpando o local com soro fisiológico e aplicando pomadas e produtos cicatrizantes. Outras feridas precisam ser fechadas com gazes e curativos. Também existe a medicação oral com antibióticos, anti-inflamatórios e antifúngicos. 

Sempre um médico-veterinário deve ser consultado para saber como tratar feridas em gatos. Como vimos, diversas são as causas do gato com ferida exposta, e existem doenças graves e importantes que necessitam de mais atenção. 

Prevenção

Não permitir que o bichano tenha acesso à rua evita uma série de problemas e doenças. Como vimos, doenças causadas por fungos, vírus e sarnas são transmitidas entre os animais, portanto, se possível, permita que seu gato tenha contato somente com animais saudáveis.

A castração também é muito recomendada, pois o peludo perde o interesse em sair à rua para se acasalar, evitando, portanto, fugas e brigas. Telar as janelas de apartamentos evita quedas e fatalidades. Se possível, tele também o quintal de casas térreas. 

As doenças alérgicas muitas vezes não são identificadas em um primeiro momento e levam um período maior para receberem um correto diagnóstico. Evitar que o bichano tenha pulgas lançando mão de produtos como coleiras, pipetas ou comprimidos, diminui os sintomas de alergia e traumatismo por coceira.

Gato deitado na cama.

Buscar medidas alternativas e medicações caseiras para o gato com ferida exposta não é aconselhável. Uma ferida maltratada pode trazer ainda mais complicações. O Centro Veterinário Seres conta com profissionais altamente qualificados para ajudar você e seu bichano da melhor forma possível. Consulte nossas unidades no site.

O post Gato com ferida exposta: o que pode ser? apareceu primeiro em Blog Seres.



quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Não é normal ter um gato com diarreia. Saiba o que pode ser

Os gatos são muito higiênicos e escondem as fezes depois de usarem a caixinha. Por isso, muitas vezes, o tutor demora a identificar o gato com diarreia. O problema é que quanto mais tempo se leva para começar a tratar o pet, pior a saúde do bichano fica. Veja o que fazer!

gato recusando petisco

Sinais de gato com diarreia

Seu bichano faz xixi e cocô na caixinha ou na areia do quintal? Quem tem pet acostumado a defecar na caixa de areia pode perceber a alteração na consistência do cocô do gato com mais facilidade.

Além de observar as fezes na hora de limpar, é preciso olhar se as bordas da caixinha não estão sujas. Muitas vezes, isso indica que o bichano está com problema intestinal. Afinal, as fezes dos gatos, quando estão normais, precisam ser consistentes e firmes. No geral, têm cor marrom.

Tudo isso pode ser visto com mais facilidade na caixinha de areia. No entanto, se o seu bichano faz as necessidades direto na terra do quintal ou do jardim, é preciso estar sempre atento a pequenos detalhes que podem indicar um caso de diarreia em gatos, como:

  • alteração no odor das fezes;
  • presença de respingos de fezes presos ao pelo;
  • uso da caixinha mais vezes que o normal;
  • vermelhidão perto do ânus e lambidas excessivas para a higienização.

Se o seu animal apresentar uma dessas alterações, é preciso ficar atento, pois pode ser um caso de gato com diarreia. No entanto, além dessas mudanças sutis, é possível que o tutor note outros sinais clínicos, como:

  • inapetência (o pet chega a parar de comer);
  • vômito;
  • prostração;
  • abdômen distendido (barriga inchada).

Esses sinais de gato com diarreia podem estar presentes ou não, pois variam de acordo com a causa do problema. Se o tutor perceber qualquer um deles ou simplesmente identificar que o bichano está com alteração nas fezes, deve levá-lo ao médico-veterinário.

Gato com diarreia: possíveis causas

Há várias doenças que podem causar diarreia em gatos. Além disso, a simples troca de ração feita de forma brusca ou o oferecimento de um alimento diferente para o animal pode levá-lo a ter esse problema intestinal.

As enterites são inflamações da mucosa intestinal e causam diarreia. Podem ser provocadas por infecção intestinal em gato, vírus, protozoários, Doença Inflamatória Intestinal, plantas, corpos estranhos e medicamentos. As enterites mais comuns são:

gato deitado no chão

Panleucopenia

Doença viral muito parecida com a parvovirose canina. Acomete principalmente filhotes não vacinados ou que não foram adequadamente vacinados. A transmissão é pelo contato com o vírus no ambiente, excreções e secreções, alimento ou água contaminados.

Parasitas intestinais

Parasitas intestinais são grandes causadores de diarreia em animais e seres humanos. A transmissão é por contato com alimentos, água e fezes contaminadas. O tratamento requer cuidados com o pet e o ambiente.

Envenenamento

A ingestão de venenos ou plantas tóxicas pode deixar o gato com diarreia. Nesse caso, o atendimento veterinário deve ser feito o mais rápido possível, pois alguns venenos são letais para os gatos.

Complicações secundárias de Fiv e Felv

Fiv e Felv são doenças virais muito graves nos felinos. Causam diversos sintomas, sendo a diarreia muito comum. Se esse for o caso do bichano, procure atendimento e acompanhamento veterinário.

Linfoma alimentar

O linfoma alimentar é a forma mais comum de linfoma nos gatos. Acomete mais os animais idosos, mas os gatinhos Felv positivos podem ter a doença mais cedo, entre os quatro e seis anos.

Doença Inflamatória Intestinal

A Doença Inflamatória Intestinal, como o nome diz, é uma inflamação no intestino que deixa o gato vomitando e com diarreia. É muito parecida com o linfoma alimentar, além do tratamento também ser parecido. 

O que fazer com gato com diarreia?

O gato com dor de barriga não pode ser ignorado por dois motivos: o primeiro é que ela pode sugerir que uma doença mais grave está acometendo o animal. Dessa forma, quanto antes o tratamento começar, maiores as chances de cura e, principalmente, de evitar complicações.

O segundo motivo é que a diarreia leva à desidratação, que pode matar. Quando não tratado, o gatinho passa a perder líquidos e minerais pelas fezes. Essa “água” acaba fazendo falta para o corpo. Por isso, é importante ficar atento e levá-lo ao médico-veterinário o quanto antes. 

Como é feito o diagnóstico? E o tratamento?

O profissional vai perguntar sobre o histórico do animal: se ele tomou vermífugo recentemente, se é vacinado e o que é dado na alimentação. Depois, fará o exame físico. É nesse momento que ele examinará o bichano como um todo e verificará se o pet não está desidratado.

Às vezes, apenas com o exame físico, o profissional consegue definir um diagnóstico. No entanto, é comum que o médico-veterinário solicite alguns exames laboratoriais, como o de sangue, de fezes e ultrassom abdominal. O remédio para diarreia em gatos será prescrito após esses exames.

Gato deitado.

O gato com diarreia pode estar passando por uma doença grave que pode piorar rapidamente. Leve o pet para atendimento profissional rapidamente. O Hospital Veterinário Seres possui especialistas em medicina felina. Venha nos conhecer!

O post Não é normal ter um gato com diarreia. Saiba o que pode ser apareceu primeiro em Blog Seres.



quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Acompanhe conosco o que pode ser gato vomitando e com diarreia

Ter um gato vomitando e com diarreia pode levar o tutor a pensar no pior! Normalmente, quando o gato vomita e tem fezes moles concomitantemente, é um sinal de alerta mesmo. Veja a seguir algumas dicas sobre esse quadro.

Gato deitado.

Primeiramente temos que diferenciar os vômitos e diarréias agudas, das crônicas. Vômitos e diarreias com menos de 3 semanas, são considerados agudos. Acima de 3 semanas, crônicos. As causas desses dois grupos de manifestações clínicas são totalmente diferentes. Por isso, é ideal que sempre relatem exatamente o que acontece com o paciente ao seu veterinário. 

Sinais de êmese (vômito) ou diarreia

  • algum sinal de náusea antes, como babar, deglutir em excesso, lamber os lábios;
  • alteração de comportamento para silencioso ou letárgico;
  • perda de peso;
  • diminuição do apetite ou gato com perda de apetite.
  • Presença de montinhos de comida ou saliva no chão;
  • Fezes grudadas na caixa de areia, aglutinadas, pastosas, com muco ou sangue. Qualquer perda no formato das fezes é considerado diarreia. 

Antes da êmese, podem haver fortes contrações abdominais com aceno de cabeça. Gatos, frequentemente, vocalizam quando vão vomitar. Observe, depois, a cor, o volume e a frequência do vômito. Informe ao veterinário tudo que observar e quando foi a última refeição. Já na diarreia, observe frequência, consistência e cor e, se possível, analise se há sinais de sangue. Uma dica é tirar foto e levar para o veterinário.

Posso esperar até amanhã?

Quando você percebe seu gato vomitando e com diarreia, meio “para baixo”, com menos energia que o normal, será que deve levá-lo à emergência? Não há uma resposta fácil para essa pergunta. Tudo depende. Se você acha que seu animal não está bem, não duvide, leve o quanto antes. 

Depende, por exemplo, se seu bichano já estava com comportamento alterado há algum tempo. Vale analisar se ele está menos enérgico, comendo menos ou, depois de alguns acessos, aparece sangue nas fezes ou na êmese.

É necessário ficar atento especialmente se há várias ocorrências, seja de diarreia ou de vômito, em curto período. Observe se os vômitos duram mais de 12 horas ou se a diarreia dura mais de 24 horas.

Conseguir perceber se eles estão com dor também é um alerta. Pela perda de líquidos junto com as fezes e o vômito, os pets podem ficar desidratados, mesmo que ainda bebam água. A desidratação altera toda a funcionalidade corporal, pois concentra o sangue.

Somente examinando fisicamente seu gato que veterinário sabe como ele está. Se é grave, se precisa medicar e quais exames realizar. 

Causas desse quadro

Afinal, o que pode ser gato vomitando e com diarreia? Quando temos um gato vomitando e com diarreia, podemos pensar que há uma alteração tanto estomacal quanto intestinal, o que, novamente, nos acende um sinal de alerta! 

No entanto, a dor no estômago pode vir de causas comuns, como comer algo diferente do habitual, estar com alergia ou sensibilidade alimentar, presença de algum parasita ou, ainda, infecções.

Outras causas preocupantes que podem levar a um gato vomitando e com diarreia, temos: toxinas, infecções graves, distúrbios hormonais, úlceras, doenças metabólicas que afetam o rim, fígado, pâncreas ou a vesícula biliar, doenças inflamatórias gastrointestinais e objetos estranhos.

Gato branco com olhar triste.

Diferença entre espuma e vômito

Temos um gato vomitando espuma branca quando seu trato gastrointestinal superior (estômago e intestino superior) estão vazios. A bile combinada ao muco dá essa aparência espumosa ao vômito, diferente da imagem característica do vômito com pedaços de alimento inteiros ou parcialmente digeridos. 

A causa precisa ser analisada por um profissional, pois pode ir desde parasitas intestinais, passando por infecções, corpos estranhos, doenças sistêmicas, inflamatórias e até tumores.

Vômitos crônicos, intermitentes ou não, são muito comuns entre os gatos, mas não por isso podem ser considerados  “normais”. Não é normal nenhum gato vomitar, contrariamente ao que diz o popular. Gatos com vômitos crônicos possivelmente possuem alguma doença gastrointestinal crônica, sendo a mais comum a doença inflamatória intestinal. 

Independente da frequência do vômito ser alta ou baixa, todos os casos devem ser avaliados pelo seu veterinário, e exames complementares devem ser realizados. 

E as bolas de pelo?

Infelizmente, as bolas de pelo (tricobezoares de gatos) podem ser um perigo, caso consigam bloquear o trato gastrointestinal do bichano. Elas normalmente não são redondas, apesar do nome, parecendo mais um charutinho.

Essas bolas de pelo são um subproduto com cheiro desagradável, apesar de tolerável, de um hábito comum a todos os gatos: a limpeza. O problema é que o componente do pelo é o mesmo das unhas, portanto, indigerível: a queratina!

Grande parte dos pelos do seu pet saem nas fezes, mas outra parte pode permanecer no estômago, se acumulando e, eventualmente, precisando ser expelida a cada uma ou duas semanas. Se a frequência dos vômitos de bola de pelo for maior que essa, é sinal que algo está errado! 

Processos inflamatórios crônicos, como a doença inflamatória intestinal podem ser a causa de base, pois reduzem a motilidade e o esvaziamento gástrico. Em casos incomuns, pode-se ter um tricobezoar grande demais para continuar seu trajeto pelos intestinos, o que pode ser fatal se não for notado e retirado rapidamente.

Se a frequência do vômito de bola de pelos for muito alta, há tratamento. Procure um médico-veterinário para que ele ajude a diagnosticar e tratar adequadamente. 

Mudanças na rotina

Pesquisas feitas com gatos saudáveis mostraram que eles também recusam comida e defecavam fora da caixa de areia, tanto quanto os gatos portadores de doenças crônicas!

Isso tudo como resposta a mudanças de rotina. Os pesquisadores analisaram gatos saudáveis passando por eventos incomuns, como mudanças no horário da refeição ou alteração de cuidador. Eles perceberam que a resposta foi parecida com os doentes considerados crônicos.

E os filhotinhos?

Sempre que um filhote apresentar vômitos e diarreia, leve-o ao veterinário. Por terem um sistema imune ainda em desenvolvimento, os gatinhos são vulneráveis e, ao perderem líquido, desidratam rapidamente, o que pode ser fatal.

E nos casos crônicos?

No gato vomitando e com diarreia que, sabidamente, tem uma doença digestiva crônica, será necessário realizar testes laboratoriais para análise da função pancreática e hepática.

O uso de radiografias abdominais não é tão sensível quanto um ultrassom abdominal, capaz de revelar alterações nas paredes gastrointestinais ou nos linfonodos, bem como alterações hepáticas. O ultrassom abdominal é muito importante para auxiliar no diagnóstico do vômito crônico em gatos. 

Caso as análises não apontem para uma causa concludente, será necessário o uso de técnicas invasivas, como biópsias digestivas com avaliação histológica. As biópsias podem ser por endoscopia ou cirúrgicas, dependendo da amostra necessária e de sua localização, bem como do estado geral do felino.

O diagnóstico é de suma importância, principalmente nos felinos, que frequentemente desenvolvem neoplasias, ou câncer, cuja manifestação clínica é a mesma de processos inflamatórios benignos como doença inflamatória intestinal. Hoje sabemos que os processos inflamatórios benignos podem virar malignos, se não diagnosticados e tratados precocemente. 

Gato deitado na cama.

Depois de acompanhar com a gente quantas causas podem estar por trás de um gato vomitando e com diarreia, desaconselhamos pesquisas na internet sobre tratamentos caseiros. Observe seu bichano e, caso perceba algum desconforto maior, converse com o veterinário sobre a melhor opção.

O post Acompanhe conosco o que pode ser gato vomitando e com diarreia apareceu primeiro em Blog Seres.



quarta-feira, 3 de agosto de 2022

O que pode ser gato vomitando ração? Acompanhe!

Normalmente, não conseguimos diferenciar a ânsia de vômito, o vômito, a regurgitação e a tosse em gatos, sem ajuda de um veterinário. Porém, há algumas diferenças entre eles. No vômito temos um movimento ativo, onde vemos o gato vomitando ração ou outros conteúdos que estavam no estômago ou no intestino delgado. Já na regurgitação, temos um movimento passivo, sem força para que o conteúdo saia pela boca.

Gato deitado.

A regurgitação é um movimento tão natural que pode ser confundido com a tosse, caso você não perceba o conteúdo saindo da boca. Portanto, pense em gravar um vídeo para levar ao veterinário e confirmar as causas.

Motivos que fazem o gato vomitar

Quando for até seu veterinário, prepare-se para responder algumas perguntas que vão ajudá-lo a determinar as causas do gato vomitando ração ou outros conteúdos. Entre elas, selecionamos algumas: 

  • Houve alteração na dieta do seu gato? O que ele come?
  • Você está dando algum medicamento? Quais? Quem indicou?
  • Quais guloseimas você costuma dar para seu gato comer?
  • Ele tem companheiros em casa? Eles também estão vomitando?
  • Seu gato tem acesso ao ar livre?
  • Qual é a frequência do vômito e como ele é? 
  • Apesar desses episódios, seu gato ainda está se alimentando?
  • Percebeu outros sinais, como diarreia e perda de peso?

Com essas perguntas, o profissional buscará dois grandes grupos de causas por que gato vomita ração ou outros conteúdos: causas não gastrointestinais e causas gastrointestinais.

Dentre as causas não gastrointestinais que causam vômitos em gatos, temos: doença renal, hepática, pancreática, neurológica, diabetes mellitus, câncer ou a peritonite infecciosa felina (PIF).

Já as causas gastrointestinais principais são: corpos estranhos, parasitas, problemas alimentares, hipersensibilidade alimentar, câncer, ulceração gastrointestinal, doença inflamatória intestinal, constipação (retenção de fezes ou dificuldade na evacuação) ou a ingestão de toxinas (chocolate, pesticidas, etilenoglicol, etc).

Qual é a aparência desse vômito?

Para o veterinário, é muito importante saber como é esse vômito, uma vez que sua aparência pode ajudar a elucidar a causa e, assim, auxiliar no tratamento. Nem sempre você verá o gato vomitando ração, por isso, se tiver repulsa em ver outros conteúdos, peça para alguém filmar e leve até a consulta. Veja alguns exemplos a seguir.

Avermelhado/sangue

É possível encontrar sangue quando existem úlceras ou caso o bichano vomite várias vezes seguidas, irritando o estômago e o esôfago pelo aumento do ácido. Também pode estar presente em intoxicação por veneno para rato ou em algumas doenças que afetam a coagulação do sangue.

Branco/espuma

Quando temos um gato vomitando ração e espuma branca, a causa pode ser uma inflamação no revestimento do trato gastrointestinal. Isso ocorre por vários motivos que vão requerer uma investigação mais profunda.

Líquido transparente/água

Perceber um vômito claro pode indicar um conteúdo líquido estomacal ou que o felino está tomando água em excesso. Existem algumas enfermidades que aumentam o consumo de água, como diabetes mellitus e doença renal.

Comida

Quando os bichanos comem muito rápido, podem vomitar a comida. Nesse caso, em vez de observar um gato vomitando ração inteira, o vômito vai aparecer em forma tubular. Já nos casos de vômito por corpo estranho, é mais provável que a ração esteja inteira.

Gato deitado no colo do tutor.

Líquido marrom

Apesar de algumas rações serem marrons, quando o gato vomita um líquido dessa cor, isso pode indicar que há presença de sangue digerido, alertando para corpos estranhos, ulcerações ou bolas de pelos nos intestinos.

Verde pastoso ou líquido

Normalmente, a mistura do conteúdo com a bile pode ter a cor verde. Para o veterinário, isso significa que o problema está no intestino delgado, novamente apontando para um corpo estranho, inflamação ou nódulos e tumores.

Além do vômito

Normalmente, o gato vomitando ração nunca será o único sinal de alteração, portanto, preste atenção a outros detalhes, como falta de apetite, constipação, diarreia e espirros (neste caso, pode ser indicativo de infecção por coronavírus). Além disso, a ingestão de muita água ou outras alterações incomuns no comportamento do pet devem ser levadas em conta.

Qual é o sinal de alerta veterinário?

Leve o felino imediatamente ao consultório se vir o gato vomitando ração ou outra substância mais de duas vezes seguidas; ele estiver sem comer por mais de 12h; ele estiver com diarreia; já for diagnosticado com diabetes, doença renal ou hipotireoidismo.

Tratamento

Isso vai depender de qual medicina será utilizada: tradicional ou alternativa. Na tradicional, existem poucos medicamentos de venda liberada que ajudam o gato vomitando ração. Por outro lado, caso seja uma bola de pelos, uma dieta rica em fibras, com um medicamento que facilite a passagem, pode ser uma solução.

Gato deitado.

Agora que respondemos por que gato vomita ração, é importante ter em mente que as causas são várias e multifatoriais, portanto, um profissional deve ser consultado. Para isso, temos o Centro Seres, um lugar pensado para trazer o melhor bem-estar ao seu pet, com uma equipe campeã!

O post O que pode ser gato vomitando ração? Acompanhe! apareceu primeiro em Blog Seres.



segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Vi meu gato vomitando espuma, o que pode ser?

Os gatos são animais que geralmente escondem os sintomas quando estão doentes ou com dor, mas um gato vomitando espuma é bem aparente ao tutor e deve ser motivo de uma boa observação para saber o que está acontecendo com o bichano.

Gato deitado.

A grande dúvida que surge na cabeça do tutor é se aquele vômito é somente um mal-estar passageiro ou é um sinal de alerta para alguma doença “escondida” no pet.  Por isso, é importante ficar de olho no bichano para notar outros sintomas além do gato vomitando espuma.

O que é o vômito?

O vômito, ou êmese, é definido como a saída pela boca de parte ou de todo o conteúdo do estômago e início do intestino, após uma série de movimentos espasmódicos involuntários.

É um reflexo que ocorre após a estimulação do centro do vômito, localizado no tronco cerebral. Os estímulos são provenientes de diversas partes do corpo e chegam ao centro do vômito pelo sangue (substâncias presentes no sangue) ou via neurônios (dor, estímulos químicos, entre outros).

Alterações vestibulares também causam vômito por estimularem o centro do vômito, ou seja, enfermidades que provocam tontura acabam também provocando as crises de êmese no gato.

Causas mais comuns de vômitos com espuma

Assim como qualquer outro pet, o gato vomitando espuma pode apresentar esse sintoma por diversas causas diferentes que são capazes de estimular o centro do vômito. Seguem as mais comuns:

Bolas de pelos ou tricobezoar

Muitas pessoas acreditam que é normal o gato vomitar de vez em quando, principalmente as famosas “bolas de pelos” ou tricobezoar. Na verdade, vomitar não é normal para nenhum animal. O tutor deve ajudar o pet a não sofrer com esses vômitos, escovando o bichano diariamente.

Ao fazer a escovação diária, a quantidade de pelos que o animal ingere diminui, assim como a irritação que os eles causam no estômago, minimizando esse sintoma.

Outro fator importante nesses vômitos é oferecer ao peludinho uma ração de qualidade, que contenha ingredientes capazes de controlar os tricobezoares. Se mesmo assim o pet eliminar as bolas de pelos no vômito, é possível dar suplementos alimentares que fazem esse controle.

Gastrite

A gastrite é a inflamação no estômago na região que fica em contato com os alimentos e substâncias presentes no órgão. Provoca dor intensa, azia, queimação, mal-estar, náuseas, falta de apetite, emagrecimento e vômitos. Por isso, um gato vomitando espuma pode estar com gastrite.

Ela é causada por substâncias irritantes, corpos estranhos, medicamentos (principalmente anti-inflamatórios), ingestão de plantas irritantes da mucosa gástrica e ingestão de produtos químicos, mais comumente os de limpeza. 

Outras doenças também causam gastrite felina, como doença inflamatória intestinal e até neoplasias no estômago. 

Gato deitado.

Parasitas intestinais

Os parasitas intestinais, apesar de parasitarem o intestino, acabam afetando todo o trato gastrointestinal e levam o gato a vomitar espuma, geralmente esbranquiçada, com diarreia, apatia e emagrecimento. É mais comum nos filhotes, mas também pode ocorrer nos adultos.

Esses parasitas internos podem causar um sintoma chamado pelos veterinários de “apetite depravado”, que é quando o gato pode começar a comer coisas estranhas, como madeira, na tentativa de obter nutrientes que sente falta.

Doença inflamatória intestinal

A doença inflamatória intestinal felina é uma enfermidade cujo nome já explica: trata-se da inflamação dos intestinos delgado e/ou grosso do bichano. Além do gato vomitando espuma branca, ele pode ter diarreia, perda de peso e apetite aumentado ou diminuído.

Como o pâncreas está localizado na porção inicial do trato digestivo, também pode ser afetado, juntamente ao fígado, e deixar o gato vomitando espuma amarela. É um problema muito parecido com o linfoma intestinal, como veremos logo a seguir.

Acomete gatos de todas as idades, mas principalmente de meia-idade a idosos, com média de 10 anos. Não apresenta predileção sexual ou racial e parece ter causa imunomediada, sendo considerada uma doença crônica, que não tem cura, mas tem tratamento e controle. Seu diagnóstico é de suma importância, pois a inflamação pode evoluir para um linfoma intestinal. 

Linfoma intestinal

O linfoma intestinal, ou alimentar, é uma neoplasia cujo diagnóstico vem aumentando nos felinos. Provoca vômitos, diarreia, emagrecimento progressivo, falta de apetite e letargia.

Acomete animais de todas as idades, principalmente de meia-idade a idosos. Animais jovens podem ser acometidos, principalmente com doenças concomitantes, e primárias como FELV (leucemia felina). Não tem predileção sexual ou racial. Deve ser diferenciada da doença inflamatória intestinal para o tratamento correto.

Pancreatite

A pancreatite é a inflamação do pâncreas. Pode ser aguda, ou crônica. Provoca vômitos, dor, letargia e perda de peso. É causada pela ativação das enzimas pancreáticas digestivas ainda dentro do órgão, lesionando-o.

O que leva a essa ativação ainda é uma incógnita, mas a doença inflamatória intestinal é sua principal causa de base, além de parasitismo e até reações a medicamentos. 

A principal sequela da pancreatite é a insuficiência do pâncreas em fabricar as enzimas digestivas e/ou a insulina, caracterizando então a insuficiência pancreática exócrina e a diabetes mellitus, respectivamente.

Sendo uma lista assim tão vasta, é de extrema importância que a causa do gato vomitando seja bem identificada para que não se fique administrando antieméticos e atrasando o correto tratamento do bichano.

Gato no veterinário.

Então, procure ajuda veterinária para o gato vomitando espuma e ajude o bichano a melhorar. No Hospital Veterinário Seres, você encontra os exames mais modernos e os profissionais mais qualificados. Venha nos conhecer!

O post Vi meu gato vomitando espuma, o que pode ser? apareceu primeiro em Blog Seres.



O que fazer em caso de mordida de cachorro em gato

Embora haja muitas histórias lindas de amizade entre cães e gatos, a grande maioria desses pets não se dá tão bem assim. Essa rivalidade tão...